terça-feira, 13 de agosto de 2013

Pallets -Lucro sustentável

 Na ordem do dia, o Desenvolvimento Sustentável transforma o perfil das empresas e oferece ótimas oportunidades para interessados em contribuir para um mundo mais justo

Produtos ecológicos: a onda do momento
Mas lançar produtos ecológicos no mercado não é garantia de negócio, e o empresário explica que não foi fácil emplacar a Ecowood. Em meio a tantas novidades e promessas de que novos produtos são melhores e mais ecológicos do que os outros, fica difícil para as empresas avaliarem seu interesse por algo novo.
Ao levar a Ecowood para uma feira de logística em 2006, seu objetivo era atrair clientes para a compra de pallets (estrado de madeira ou plástico, usado para empilhar e transportar materiais com empilhadeiras) feitos com a madeira ecológica. "Nosso objetivo era propor a utilização dos resíduos do comprador para transformálos em madeira plástica, que seria beneficiada no formato dos pallets ou outros produtos. Ou seja, queríamos transformar um passivo ambiental em ativo patrimonial. Esse era o nosso apelo mais forte, no entanto, todos os visitantes em que tal abordagem foi feita diziam, já saindo de lado, não ter resíduos", conta.
Persistente, no ano seguinte, a empresa voltou à mesma feira e mostrou na prática o que era o Ecowood. "Colocamos frascos com os insumos que utilizamos na própria confecção do nosso estande, como a borra de café, pedaços de tapetes, fraldas, etc. Foi o maior sucesso! Cerca de 85% dos visitantes nos procuraram dizendo que estavam justamente buscando um destino correto para esses resíduos", afirma.
Atualmente, com parcerias com a Kimberly Clark, Tapetes Carlos, Café Iguaçú e Vicunha Têxtil no fornecimento de resíduos e o beneficiamento em pallets e outros produtos, a madeira ecológica está atraindo também o interesse de arquitetos e empresas de engenharia interessados no seu uso para o mobiliário urbano e residencial, como decks, piers, móveis de jardim, cercas, pallets industriais, quiosques, entre outros produtos.
"O consumidor está revendo a gama de produtos a serem comprados e, assim, a sustentabilidade passa a constituir um dos itens avaliados na escolha do produto" ALTAIR ROSSATO, SÓCIOLÍDER DA DELOITTE TOUCHE THOMATSU
No entanto, Queiroga afirma que ainda está longe de atingir seus objetivos enquanto empresário ecologicamente correto. "Ainda temos dificuldade para trabalhar com os resíduos, mas consideramos que a demanda do nosso produto é enorme. Se considerarmos o mercado de madeira para o uso na construção civil, indústrias, logística e outros, temos um mercado de bilhões de reais à nossa frente", diz.
Vale dizer que a Ecowood atende a Norma Internacional de Medida Fitosanitária nº 15 (NIMF-15), publicada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, em 2002, cujo objetivo é impedir a disseminação de pragas florestais por meio de pallets e caixas de madeira usadas para o acondicionamento de produtos agrícolas e alimentícios. A NIMF-15 isenta as empresas cujas embalagens, suportes e material de acomodação de outros produtos sejam de outro material (plásticos, papelões, fibras, etc) que não a madeira convencional. Mais um diferencial que a madeira ecológica oferece.
Para Queiroga, entrar no mercado de produtos sustentáveis significou uma escolha rentável e de grande orgulho, pois ele sabe que seu trabalho tende a se fortalecer cada vez mais com as práticas sustentáveis assumidas pelas empresas e pela sociedade. "Hoje, está cada vez mais fácil trabalhar com produtos ambientalmente corretos, porque todas as empresas estão buscando soluções ou vínculos com outras empresas com o objetivo de atender suas necessidades comerciais ou de imagem. Nós adoramos isso", comemora.

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