sábado, 17 de agosto de 2013

Paletes - Fundamentais na cadeia logística

Paletes - Fundamentais na cadeia logística

Os paletes têm papel fundamental na logística. De madeira, plástico, metal ou fabricadas a partir de sucatas de vários tipos de materiais, os paletes são “velhos conhecidos” dentro da cadeia logística.

“Os paletes têm a finalidade de suporte para algum componente, sendo utilizados na movimentação interna ou em partes de um processo de transporte. São aplicados em todos os processos que buscam a otimização de áreas verticais, favorecendo a uniformização do local de estocagem e agilizando a movimentação de cargas, auxiliando, inclusive, na proteção dos produtos unitizados, expõem Manuella de Castro, analista de PD&I, e André Bagatin, gerente comercial, ambos da Embafort, que produz paletes de madeira, referindo-se à importância do palete na cadeia logística.

Sobre o mesmo assunto, Roberto Vieira, gestor de negócios da Embala Sul Industrial, que fabrica paletes e embalagens de madeira – diz que a importância dos paletes na cadeia logística é a quantidade de meios humanos e materiais necessários para carregar num caminhão um determinado número de produtos, durante um período de tempo, ou seja, a produtividade obtida durante a operação. “Isto significa que, quanto menor forem os meios e o tempo necessários para encher um caminhão, maior é o grau de utilidade da embalagem.” Sergio Wosch, da gerência de vendas e desenvolvimento de produtos da Embrart, fabricante de paletes de papelão e de OSB com tubetes de papelão, aponta que o palete é fundamental para o bom funcionamento de toda a cadeia logística. Sua finalidade é dar condições de movimentação, proteção e segurança aos produtos que circulam entre as empresas.

O palete tem uma das funções mais importantes na cadeia logística, uma vez que é o unitizador principal de toda a cadeia. Devido a sua grande resistência física e mecânica, suporta e absorve todas as forças de apoio, pressão, torção e compressão lateral que a carga estaria exposta – imagine dois garfos de aço da empilhadeira suspendendo e movimentando um computador novo ... será que sobra alguma coisa? Com a utilização de um palete adequado e equipamentos de movimentação e armazenagem idem, consegue-se economizar na embalagem de papelão e sacaria. O palete tem a principal missão de unitizar e, também, de proteger as cargas do contato direto com os garfos da empilhadeira e das longarinas do porta-paletes ou rack, com um preço muito acessível: é um dos ítens mais baratos de um CD.

O palete é considerado ‘a base da logística’ e, atualmente, é utilizado desdeuma linha de produção até na armazenagem no destino final e, em alguns casos, chega a ser unidade de medida, ou seja, é vendida somente a quantidade de um palete do produto. Com a padronização e o lançamento do palete PBR em 1990 atingiu-se consideráveis reduções de custos com armazenagem, transporte e descargas, além da sua principal finalidade, que é o intercâmbio entre as empresas, que trocam os paletes em suas operações. Hoje, o palete é fundamental em todo o processo, imagine uma linha de produção parar por falta de paletes, uma expedição deixar de processar por falta de paletes, uma descarga de produtos sem o palete, armazenar sem o palete. Esta é a posição de Valdir Cirielli, diretor da Matra, especializada em paletes de madeira.

Raquel Grossmann, da Pallet do Brasil, que opera com paletes de madeira, plástico e metal, utiliza-se de um exemplo para expor a importância do palete. “Já tivemos um cliente, de porte grande, no qual a compra de paletes era monitorada pessoalmente pelo presidente da empresa, o que me leva a afirmar que a importância desse item na cadeia logística é de fato significativa. Atrasos, faltas e paletes não-conformes geram perdas de faturamento e prejuízos diversos, podendo levar até a perda do cliente”.

Para Marcelo Queiroga, sócio-administrador da Ecowood Rio, que produz paletes a partir de plásticos agregados a fibras orgânicas, o importante é a carga, o palete é coadjuvante. A função do palete é muito simples: uma ferramenta que permite levar uma carga de um ponto a outro em segurança com rapidez e praticidade. Acreditamos que sua importância é a mesma da paleteira, da empilhadeira e dos racks. Se levarmos em conta que essa necessidade é grande, e que provavelmente qualquer empresa que tenha a necessidade de transportar cargas com regularidade precisa, de uma forma ou de outra, utilizar algo que permita racionalizar esse movimento, nós temos uma ferramenta racional.

Para Wosch, da Embrart, e Neves, da Longa, a concorrência que existe é entre os tipos de materiais usados. Os paletes de madeira são os mais baratos e reforçados que existem. Aplicam-se mais em casos de paletes descartáveis. Porém, quando se trata de exportação, há a necessidade de tratamento fitossanitário. Os paletes de papelão são mais leves que os de madeira. Aplicam-se mais em casos de paletes descartáveis e com frete aéreo. São sensíveis à umidade, mais frágeis e mais caros que os de madeira. Os paletes de OSB com tubetes de papelão são mais leves que os de madeira. Aplicam-se mais em casos de paletes descartáveis. São isentos de Certificação Fitossanitária, mais caros que os paletes de madeira e mais baratos que os de papelão. Os paletes plásticos são mais leves e duráveis. Aplicam-se mais em casos de paletes retornáveis. São isentos de Certificação Fitossanitária e os mais caros de todos. Têm limitações dimensionais.

Para o vice-presidente da Unipac, também são consideradas concorrentes as empresas que fornecem paletes de baixa qualidade, tanto de plástico como de madeira. No caso dos paletes de madeira, apontamos como um fator preocupante a falta de controle eficiente, por parte dos órgãos governamentais, sobre a origem da madeira utilizada. Falta, também, uma maior fiscalização sobre os sistemas de controle fitossanitários.

Cirielli, da Matra, avisa que ainda não existe um concorrente direto para os paletes de madeira. Paletes de papelão, plástico, aço, alumínio, etc. existem, mas em pequenos volumes e dirigidos a determinados mercados. O maior concorrente do palete PBR é o mercado de paletes usados, que são desviados do seu curso natural e revendidos no Estado, sem as mínimas condições de higienização.

Fonte: Matéria elaborada pela equipe de redação da Revista da Madeira

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Pallets -Lucro sustentável

 Na ordem do dia, o Desenvolvimento Sustentável transforma o perfil das empresas e oferece ótimas oportunidades para interessados em contribuir para um mundo mais justo

Produtos ecológicos: a onda do momento
Mas lançar produtos ecológicos no mercado não é garantia de negócio, e o empresário explica que não foi fácil emplacar a Ecowood. Em meio a tantas novidades e promessas de que novos produtos são melhores e mais ecológicos do que os outros, fica difícil para as empresas avaliarem seu interesse por algo novo.
Ao levar a Ecowood para uma feira de logística em 2006, seu objetivo era atrair clientes para a compra de pallets (estrado de madeira ou plástico, usado para empilhar e transportar materiais com empilhadeiras) feitos com a madeira ecológica. "Nosso objetivo era propor a utilização dos resíduos do comprador para transformálos em madeira plástica, que seria beneficiada no formato dos pallets ou outros produtos. Ou seja, queríamos transformar um passivo ambiental em ativo patrimonial. Esse era o nosso apelo mais forte, no entanto, todos os visitantes em que tal abordagem foi feita diziam, já saindo de lado, não ter resíduos", conta.
Persistente, no ano seguinte, a empresa voltou à mesma feira e mostrou na prática o que era o Ecowood. "Colocamos frascos com os insumos que utilizamos na própria confecção do nosso estande, como a borra de café, pedaços de tapetes, fraldas, etc. Foi o maior sucesso! Cerca de 85% dos visitantes nos procuraram dizendo que estavam justamente buscando um destino correto para esses resíduos", afirma.
Atualmente, com parcerias com a Kimberly Clark, Tapetes Carlos, Café Iguaçú e Vicunha Têxtil no fornecimento de resíduos e o beneficiamento em pallets e outros produtos, a madeira ecológica está atraindo também o interesse de arquitetos e empresas de engenharia interessados no seu uso para o mobiliário urbano e residencial, como decks, piers, móveis de jardim, cercas, pallets industriais, quiosques, entre outros produtos.
"O consumidor está revendo a gama de produtos a serem comprados e, assim, a sustentabilidade passa a constituir um dos itens avaliados na escolha do produto" ALTAIR ROSSATO, SÓCIOLÍDER DA DELOITTE TOUCHE THOMATSU
No entanto, Queiroga afirma que ainda está longe de atingir seus objetivos enquanto empresário ecologicamente correto. "Ainda temos dificuldade para trabalhar com os resíduos, mas consideramos que a demanda do nosso produto é enorme. Se considerarmos o mercado de madeira para o uso na construção civil, indústrias, logística e outros, temos um mercado de bilhões de reais à nossa frente", diz.
Vale dizer que a Ecowood atende a Norma Internacional de Medida Fitosanitária nº 15 (NIMF-15), publicada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, em 2002, cujo objetivo é impedir a disseminação de pragas florestais por meio de pallets e caixas de madeira usadas para o acondicionamento de produtos agrícolas e alimentícios. A NIMF-15 isenta as empresas cujas embalagens, suportes e material de acomodação de outros produtos sejam de outro material (plásticos, papelões, fibras, etc) que não a madeira convencional. Mais um diferencial que a madeira ecológica oferece.
Para Queiroga, entrar no mercado de produtos sustentáveis significou uma escolha rentável e de grande orgulho, pois ele sabe que seu trabalho tende a se fortalecer cada vez mais com as práticas sustentáveis assumidas pelas empresas e pela sociedade. "Hoje, está cada vez mais fácil trabalhar com produtos ambientalmente corretos, porque todas as empresas estão buscando soluções ou vínculos com outras empresas com o objetivo de atender suas necessidades comerciais ou de imagem. Nós adoramos isso", comemora.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Os pallets são itens muito úteis, práticos e de fácil manuseio e adaptação. O CicloVivo já deu diversas dicas de como reaproveitar este material dando a ele uma nova finalidade. A sugestão de hoje é transformá-lo em uma poltrona.
Apesar de ser um artesanato simples, é necessário ter boas noções do manuseio de ferramentas usadas em trabalhos com madeira, como serrotes, pregos e martelos.
Materiais necessários:
- Três pallets em bom estado de conservação
- Serrote
- Pregos
- Martelo
- Lixa
- Tinta para pintar madeira
- Almofada
Como fazer:
Como acontece em todos os trabalhos feitos com material reaproveitado, o primeiro passo é higienizá-lo. Portanto, limpe bem os pallets e, se for necessário, lixe as partes que apresentarem defeitos, restos de tinta ou lascas.
Com os pallets devidamente higienizados, comece a montar a poltrona. Dois deles devem permanecer intactos e o que sobrar deverá ser cortado ao meio, para que seja feito o assento e o encosto. Veja a imagem da poltrona finalizada para entender melhor o corte dos pallets. Depois de dividido, as duas partes devem ser fixadas aos pallets inteiros.
A base para a estrutura já tá feita, mas a poltrona fica mais legal quando personalizada. Portanto, escolha tintas, adesivos e desenhos que deixem a sua mobília com a sua cara. Para finalizar, coloque as almofadas. Não é necessário que elas sejam sob medida. Você pode aproveitar alguma que está sem uso na sua casa.
Esta dica foi originalmente publicada no site Homedit, que traz outras sugestões de móveis feitos a partir de pallets.
Redação CicloVivoFonte:http://ciclovivo.com.br/noticia/aprenda-a-fazer-uma-poltrona-reutilizando-pallets

domingo, 4 de agosto de 2013

Cooperativa produz mobiliários sustentáveis com Pallets


 Linda história e uma lição de vida

É muito bacana escutar histórias de pessoas que se encontram e fazem acontecer. Esta é uma delas! Assista a matéria especial que fizemos sobre o projeto e leia sobre ele abaixo:

Dona Jordânia Pereira da Silva, residente de Barueri trabalhava lavando roupas e sempre que as estendia no varal elas ficavam todas sujas de cinzas. Resolveu investigar. Descobriu que as cinzas eram de “pallets” um estrado de madeira utilizado para transporte de cargas que eram queimados próximo a sua casa.
As empresas que utilizam as pallets simplesmente as descartam no meio ambiente gerando um problema ambiental enorme. Dona Jordânia inconformada resolveu dar um destino mais sustentável e criativo a este material e começou a transforma-los em  portões, cadeiras e mesas.
Fundou então a Cooperativa de Marcenaria Unindo Forças. Conseguiu o apoio da Fundação Alphaville que doou máquinas e também o apoio do Senai que treinou os cooperados, mas mesmo com esta estrutura a cooperativa não conseguia se manter financeiramente estabilizada.
Foi então que a empresa de design Design Simples entrou na história, ela conheceu a cooperativa e identificou que era necessário criar novos e melhores produtos para que estes fossem aceitos pelo público e  vendidos.
Com o problema visualizado, foram mobilizados mais de 20 voluntários, dentre eles 15  estudantes de design para pesquisar e desenvolver novos produtos utilizando os equipamentos e materiais já utilizados pela cooperativa. Nascia  então o Projeto Revale.
As peças foram desenvolvidas e ficaram fantásticas. Foram criadas mesas, bancos, revisteiros que utilizam de maneira incrível o pallet reciclado.

Clique aqui e veja todos os produtos desenvolvidos pela equipe.
Hoje, o projeto segue o cronograma e a cooperativa esta se adequando aos novos designs e projeta a produção dos primeiros produtos para 31 de julho de 2010.
Veja o video que conta um pouco da história da cooperativa,  a simpatia da Dona Jordânia é contagiante:
É um projeto fantástico, que une sustentabilidade social e ambiental e o mais bacana é que podemos acompanhar tudo através da postagem  fotos e videos.
Deixe o seu comentário no blog e apoie o projeto.
Logo que as peças sairem vou postar aqui no Coletivo Verde. Parabéns a todos envolvidos.
Para finalizar deixo as  palavras de Rafael Gatti da Revale e Design simples:
“Trabalharemos para o sucesso deste projeto. A vitória da Unindo Forças será exemplo não só de sustentabilidade, seja ela ambiental ou social, mas também do poder que cada indivíduo tem para modificar a realidade que o cerca. Talvez esta seja a missão de pessoas como a Jordânia, que através de seu exemplo inspirem tantas outras assim como conseguiu inspirar nossa equipe.”

Projeto Revale - Cooperativa produz mobiliários sustentáveis